A EDUCAÇÃO DE SURDOS EM TEMPOS DE PANDEMIA

Tipo de documento:Artigo acadêmico

Área de estudo:Pedagogia

Documento 1

Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo a realização de uma reflexão sobre a educação dos surdos durante o momento atual que estamos vivendo, tendo como metodologia uma pesquisa bibliográfica, qualitativa. Através de materiais teóricos já publicados para a sustentação das discussões e utilização também de livros e sites para o melhor desenvolvimento do artigo. Ficou claro, que o Ensino Remoto é um grande desafio para os professores e para os alunos, apresentando assim problemas que precisam ser melhorados e resolvidos ao longo do ano e enquanto durar a pandemia. Palavras – Chaves: Educação de Surdos, Pandemia, COVID-19. ABSTRACT With the beginning of the Covid-19 outbreak in Brazil, changes occurred so that it was possible to cope with the pandemic, in this way, social isolation and Remote Education were carried out so that students would not be late in their teaching.

Essa concepção e proposta da inclusão dos alunos no ensino regular são incontestáveis atualmente, assegurando-se em bases sólidas argumentativas através de um ponto de vista histórico, teórico e também jurídico. Se tornando, extremamente endossado pelo Ministério Público às iniciativas e ações da inclusão dos alunos com deficiência no ensino e nas escolas (SCHLÜNZEN; RINALDI; SANTOS, 2011). Atualmente vivemos num cenário epidemiológico, no qual se apresenta um surto de Coronavírus, doença acarretada pelo vírus SARS-CoV-2 – Covid-19. Dessa forma, houve muitas iniciativas e medidas para que pudesse evitar maiores números de mortes e de casos, essas medidas tinham o foco na prevenção. Outras mudanças foram realizadas pensando nas outras áreas além da saúde, os governos federais, estaduais e municipais realizaram planos para que tenha uma reparação social e, para a educação foi feito ações para que minimizasse os atrasos evidentes das aulas e do ano letivo, durante o isolamento social.

Tudo começou na Conferência de Jomtien na Tailândia em 1990, com o foco na satisfação das necessidades básicas de aprendizagem e a universalização do acesso à educação (UNESCO, 1990), antes tínhamos a Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948), que já tinha como prioridade o direito de todas as pessoas a educação, independentemente da sua condição. Antes desse movimento, houve outras ações que fizeram impulsão a realização da educação inclusiva, com mais enfogue na área da surdez. Um desses marcos é a primeira Escola Pública para Surdos em Paris, na década de 60, que foi graças ao esforço de Abade L´Epeé. Entretanto, em 1880 ocorreu um retrocesso na escolarização dos surdos quando um Congresso de Milão forçou e fez obrigatório o uso da fala, com a ajuda da Sociedade ouvinte da época (SILVA, 2006).

O modo que foi escolhido para os surdos desenvolverem a oralidade, colaborou para que os surdos não pudessem obter informações e nem apresentar direito a comunicação. Assim se tornando oficial e precisando de novas normatizações como regulamentação e formação para o ensino de Libras através do Decreto nº 5626/2005 (BRASIL, 2005). Podemos perceber isso nas concepções de Shimazaki, Menegassi e Fellini quando eles afirmam que: Com essas implementações, acreditava-se que a inclusão dos surdos na rede regular de ensino seria respaldada pelo reconhecimento das diferenças linguísticas, entretanto, apresenta-se, ainda, como um desafio, a exigir dos educadores mudanças nas práticas pedagógicas, o que nem sempre ocorre adequadamente. As desvantagens dos surdos em relação aos ouvintes, no âmbito educacional, consequentemente, no acesso aos conhecimentos científicos, mesmo com a presença do Tradutor e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais – TILS - em sala, têm se constituído em uma disparidade visível.

Isto revela, portanto, que não basta apenas o movimento em prol do acesso e a permanência dos alunos surdos na escolarização, se a concepção oralista de ensino manteve suas raízes (SHIMAZAKI; MENEGASSI; FELLINI, 2020, p. A linguagem tem função sócio discursiva e por causa disso se faz necessário o reconhecimento da mesma, ela tem poder social e linguístico, cognitivo para o ser humano. Assim, para o autor a Fundação Lehmann com essa proposta tem o objetivo de viabilizar um ensino com uso de celulares, com conjunto com operadores de banda larga e serviços móveis além de uma plataforma Khan Academy, que é encorajada pela própria fundação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são mais de 9,37 milhões de brasileiros com deficiência auditiva.

Tendo como obstáculos a dificuldade de acesso à entretenimento, lazer e cultura, Porém, Helena Dale afirma que existe uma melhora nos últimos tempos sobre a comunicação para pessoas surdas, dessa forma os surdos atualmente tem mais acesso à informação, existe legenda nas TV, intérprete de libras nos eventos oficiais, mantendo assim um nível de informação maior para essa comunidade (Museu da Vida, 2020). Por fim, de acordo com Shimazaki, Menegassi, Fallini (2020), muitos alunos veem o aprendizado nas atividades remota de forma estranha no começo, mas que com o tempo leva ao costume, aulas que não apresentam motivações para os alunos, pela falta de situações lúdicas, conversas paralelas e monótonas levando assim ao pouco aprendizado, dessa forma eles afirma que as aulas presenciais são melhores.

CONCLUSÃO Fica evidente que diante de tudo o que está acontecendo no Brasil, com as circunstâncias da pandemia do COVID-19, são necessárias medidas urgentes nas áreas da saúde, economia e educação entre outras. BRASIL. Lei º 9. de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Planalto, 1996. BRASIL. Lei 10. de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União , Brasília , abr 2002. camara. leg. br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/externas/56a-legislatura/ministerio-da-educacao-e-planejamento-estrategico>. Acesso em: 07 setembro 2020. DIÁRIO do Nordeste. globo. com/educacao/noticia/2020/07/06/60percent-dos-estados-monitoram-acesso-ao-ensino-remoto-resultados-mostram-apagao-do-ensino-publico-na-pandemia. ghtml>. Acesso em: 07 setembro 2020. G1. MUSEU da Vida. Vozes das Pessoas com deficiência durante a pandemia, 2020. Disponivel em: <http://www. museudavida. fiocruz. Disponivel em: <https://nacoesunidas.

org/wp-content/uploads/2015/03/durban-2001. pdf>. Acesso em: 07 setembro 2020. SCHLÜNZEN, E. N. Ensino Remoto para alunos surdos em tempos de pandemia. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. p. ISSN 1809-4031. Aprovada pela Conferência Mundial sobre Educação para Satisfação das Necessidades Básicas de Aprendizagem. Tailândia. UNESCO. Declaração de Salamanca. MEC, 1994.

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