A TRAJETÓRIA DO CRISTIANISMO RELIGIOSO E O REINO DE DEUS

Tipo de documento:Artigo cientifíco

Área de estudo:Teologia

Documento 1

O trabalho deve pontuar as principais mudanças no cristianismo religioso nas formas de culturas e interpretações doutrinárias, na construção de novos saberes através dos séculos, a partir do cristianismo primitivo, passando pela fusão entre Igreja e Estado, oficialização da religião do Império romano, Idade Média, Reforma Protestante, e a Igreja contemporânea, o último estágio dessa evolução histórica. O artigo busca interpretar a distinção entre o cristianismo puro do cristianismo religioso, na tentativa de discernir quem é quem no Reino de Deus, apontando para a possibilidade de perda de identidade da instituição conhecida como Igreja e suas consequências enquanto uma instituição dada como divina. Por fim, o trabalho deve destacar a Igreja, como Corpo de Cristo, que está espalhado pelo mundo todo e que deve viver na unção do amor.

Palavras-chave: Igreja > Cristianismo religioso > Trajetória > Reino de Deus > História. ABSTRACT The article on "The trajectory of religious Christianity and the kingdom of God" must go through the history of Christianity from its birth in Jesus Christ, the founder of the Church, to the present day, twenty-first century. Jesus Cristo mudou a direção da história com seu comportamento manso e amoroso, bem como com suas mensagens de esperança para uma vida eterna plena da presença de Deus para aqueles que o aceitarem como sendo o Filho de Deus. Entretanto, Jesus Cristo é, também, o fundador da Igreja, aquele que trouxe o reino de Deus à terra. Foi Ele quem disse: “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus” (Mateus 7:21). Mas, o que é a Igreja? “Igreja" é uma palavra de origem grega escolhida pelos autores da Septuaginta1 para traduzir o termo hebraico q(e)hal Yahveh, usado entre os judeus para designar a assembleia geral do "povo do deserto", reunida ao apelo de Moisés.

 Etimologicamente, a palavra grega ekklesia é composta de dois radicais gregos: ek, que significa para fora, e klesia, que significa chamados. Nesse ponto, é que começamos a nossa reflexão fazendo a distinção entre cristianismo religioso e reino de Deus. Isso porque o termo “Igreja”, por vezes, é confundido com os diversos adjetivos e segmentos que desviaram a própria Igreja de sua originalidade de natureza cristã, até ela perder a sua identidade. Ou seja, a Igreja é formada por pessoas, não por construções físicas (templos). Em termos bíblicos: não há templo no Reino de Deus consumado, pois A Presença Espiritual -"agora, finalmente. Deus tem sua habitação entre os seres humanos. Alguns buscam a Deus batendo palmas, outros ficam quietinhos, alguns dançam, pulam de maneira extravagante, outros choram ao som de um violino.

No entanto, o ser cristão é muito mais do que ser religioso; porque, segundo as palavras de Jesus, é Ele quem desce do céu até o homem para resgatá-lo do pecado. Ele disse: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda” (João 15:16). No reino de Deus é necessário aprender como ser cristão sem ser religioso, até porque Deus não é religioso, nem aceita a religiosidade. Deus não é evangélico, não é católico, não é espírita. Contudo, a construção dos evangelhos começam com a vida de Cristo, o seu nascimento, seu ministério, morte e ressurreição.

Ali no monte, cerca do ano 30 A. D. Jesus Cristo, depois te haver ressuscitado, ministrou seus últimos ensinamentos aos discípulos e logo ascendeu ao céu. Os cristãos, naquela ocasião, estavam conhecendo tanto a palavra, quanto o sentido de Igreja que, para eles, não existia fora dos limites do Judaísmo. • André- Crucificado em Acaia, ano 70. • Mateus- Decapitado na Etiópia, no ano 70. • Lucas – Enforcado na Grécia, no ano 93. • Tomé – Atingido por uma Lança em Calamino, ano 70. • Marcos – Arrastado até a morte em Alexandria, ano 64. não foram poucas as pessoas que morreram ao fio da espada, queimados nas fogueiras e estraçalhados pelos animais na arena do coliseu romano. Centenas de milhares de mártires representam a História de um cristianismo puro que não era meramente religioso em si.

Era a Igreja, de fato, mortificando a carne. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Sob a influência de Constantino, o concílio definiu a natureza divina de Jesus, a fixação da data da Páscoa (passou a ser diferente da Páscoa judaica) e a promulgação da lei canônica.

Ficou definido também que o domingo seria o dia de descanso dos cristãos. É nesse ponto que, a segunda trajetória do cristianismo religioso acontece: Igreja-Estado. Aos poucos, fascinada pelo poder, a Igreja vai perdendo sua identidade e enfraquecendo na sua origem de fé. Satanás, o espírito enganador, usou de uma estratégia capaz de confundir o espírito do cristianismo, ou seja, ao invés de matar os cristãos apenas no corpo, desejou matar a alma do cristianismo. Sutilmente, o sagrado e profano se misturam. O mestre Jesus já havia profetizado a esse momento histórico. Vale salientar a parábola que Ele proferiu aos discípulos sobre o joio e o trigo: Jesus lhes contou outra parábola, dizendo: "O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo.

Mas enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi. Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu. C. e 222 a. C. na cidade de Alexandria que os gregos levantaram o Serapeu, um templo dedicado a Serápis, protetor de Alexandria. Ptolomeu foi o introdutor do culto a este deus. A expressão “Eu Sou”, usada por Jesus em vários momentos, verbaliza sua condição divina de ser Ele o próprio Deus, fazendo uma alusão ao grande EU SOU do Antigo Testamento. Moisés perguntou: “Quando eu chegar diante dos israelitas e lhes disser: O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês, e eles me perguntarem: Qual é o nome dele? Que lhes direi?”.

Disse Deus a Moisés: “Eu Sou o que Sou. É isto que você dirá aos israelitas: Eu Sou me enviou a vocês”. Êxodo 3:13-14) É certo que os hebreus já acreditavam em um Deus único, mas Jesus veio para cumprir a profecia de que o messias prometido viria ao mundo para destruir as obras de Satanás. C. Foi esse processo de oficialização que permitiu a institucionalização do que hoje conhecemos como Catolicismo Romano. Este evento foi visto por muitos historiadores, modernos e antigos, como representativo do triunfo do Cristianismo sobre as demais religiões da época.  No entanto, a destruição da biblioteca de Alexandria, além de extinguir por incêndio os recursos culturais da época dados pelo maior acervo histórico-científico-filosófico existente, desestabilizou as escolas da cidade e atrasou os conhecimentos científicos em 1000 anos de pesquisa, entre outras consequências.

O documento que oficializou a Igreja enquanto instituição romana chama-se "Cunctos populos".   Por fim, que os persiga primeiramente o castigo divino, porém depois também nossa justiça punitiva, a nós outorgada por sentença celestial. TOUCHARD, 1959, p. O período desde o Edito de Constantino, 313, perpassando pelo imperador Teodósio em 380 a. C. até à queda de Roma no ano 476 d. Se eles se baseiam explicitamente no aparecimento do Novo Ser em Jesus como o Cristo, estes grupos se chamam igrejas. Se possuem outros fundamentos, chamam-se sinagogas, congregações de templos, grupos de mistério, grupos monásticos, grupos e movimentos cultuais. Na medida em que estão determinados por uma preocupação última, a Comunidade Espiritual está presente, em seu poder e estrutura ocultos, em todos estes grupos.

TILLICH, 614, 2005) Veremos adiante que a mesma preocupação em denominar o termo “Igreja” em contraponto com as ambiguidades da religião, levou os reformadores a distinguir o que seja Igreja invisível e Igreja visível. O paradoxo das igrejas reside no fato de que elas, por um lado, participam das ambiguidades da vida religiosa e da vida em geral e, por outro lado, também participam da Comunidade Espiritual. Apesar de os triunfos do Cristianismo haverem proporcionado boas coisas ao povo, contudo a sua aliança com o Estado, inevitavelmente devia trazer, como de fato trouxe, maus resultados para a igreja. Se o término da perseguição foi uma bênção, a oficialização do Cristianismo como religião do Estado foi, não há dúvida, maldição.

SIMMONS, 90, 2014) A IGREJA MEDIEVAL No ano 476 a. D. o Império Romano Ocidental foi derrotado pelos exércitos de bárbaros, porém estes foram conquistados pela igreja, e fundaram na Europa nações cristãs, em lugar de nações. Ao receberes os sacramentos celestes, esperas deles os meios para te salvares e, se bem que disponhas deles, também sabes que tens de ser submisso à ordem religiosa em lugar a pretenderes dominar. Não ignoras também, entre outras coisas, que não deves procurar reduzi-los à tua vontade. TOUCHARD, 1959, p. Um século depois, a evolução política do cristianismo religioso leva o papa Gregório I (o Grande) (540-604) desenvolver os princípios enunciados pelo papa Gelásio I. É ele quem chama de “a concepção ministerial” do império e das realezas: os órgãos do poder temporal (terreno) não são mais do que um setor do seu governo soberano.

Isso quer dizer que devemos usar da força e da violência para disciplinar e fazer cumprir aquilo que os padres pregam. São Bernardo de Clervaux (1091-1153) traduziu esse pensamento político-religioso e exerceu sua influência na história da Igreja Católica Romana, consolidando nos próximos séculos a soberania papal, apropriando-se do título de “vigário de Deus” ou o de “vigário de Cristo e sucessor do príncipe dos apóstolos”, evoluindo a atmosfera espiritual no mundo político. Inocêncio III (1198 - 1216), partidário dessa doutrina, escreveu: “Tal como a Lua recebe a sua luz do Sol, ao qual é inferior pelas dimensões, pela qualidade, pela posição e pela potência, assim o poder real recebe da autoridade pontifícia o esplendor da sua dignidade”.

TOUCHARD, 1959, p. Séculos depois, o Cristianismo viu-se diante de um desafio formidável, e no qual todas as suas tentativas de respostas falharam: o nascimento do Islamismo. Por bom tempo as peregrinações eram facilitadas pelos governantes muçulmanos da Palestina. Porém, por vezes, os peregrinos eram roubados e até mesmo mortos. Foi, então, que o imperador Alexius I solicitou ao papa Urbano II que lhe enviasse guerreiros da Europa para ajudá-lo. Portanto, no ano de 1095 d. C. O apelo havia sido lançado e os ignorantes soldados, batiam fortemente no peito e gritavam sem parar: “Deus o quer! Deus o quer!” O que começou como um pedido de ajuda logo se transformou em histeria coletiva. Desse impulso surgiram as Cruzadas. A História registra que, oficialmente foram em número de sete as principais cruzadas.

Contudo, houve muitas outras expedições de menor importância, mas que se dá, também, o nome de cruzadas. Porém, vale destacar uma cruzada que foi diferente das demais. Além disso a igreja adquiria terras ou adiantava dinheiro aos cruzados que oferecessem suas terras como garantia. Foi dessa forma que a igreja aumentou suas possessões em toda a Europa. OS REFORMADORES No entanto, paralelamente aos desmandos do clero, por volta do século XI começaram a surgir grandes movimentos de reformas na igreja. Um dos primeiros reformadores foram os Albigenses ou cátaros, "puritanos", no sul da França, cerca do ano 1170. Eles rejeitavam a autoridade da tradição, distribuíam o Novo Testamento e opunham-se às doutrinas romanas do purgatório, à adoração de imagens e às pretensões sacerdotais.

Se ele fizesse isso em outro país, certamente teria sido logo martirizado. Seu maior trabalho foi a tradução do Novo Testamento para o inglês, terminado em 1380. O Antigo Testamento, no qual foi ajudado por alguns amigos, foi publicado em 1384, ano de sua morte. Os discípulos de Wyclif foram chamados "lolardos", e chegaram a ser numerosos. Porém, no tempo de Henrique IV e Henrique V foram intensamente perseguidos e, por fim, exterminados. Jerônimo Savonarola (nascido em 1452) pregava, tal qual um dos profetas antigos, contra os males sociais, eclesiásticos e políticos de seu tempo. A multidão de pessoas o acompanhavam para obedecer aos seus ensinos. Incomodados com a pregação explícita do evangelho do Reino de Deus, o cristianismo religioso representado pelo Papa excomungou o líder.

Savonarola foi preso, condenado enforcado e seu corpo queimado na praça de Florença. Seu martírio deu-se em 1498. Anselmo nasceu em 1033, no Piomonte, Itália; era um erudito, como tantos outros homens de seu tempo, que vagava por vários países. Escreveu várias obras teológicas e filosóficas, sendo por isso chamado "o segundo Agostinho". Morreu no ano 1109. Anselmo defendeu a liberdade e autoridade da Igreja em detrimento dos papas e reis, e por isso foi exilado e perseguido, por algum tempo. A IGREJA REFORMADA Desde a Queda de Constantinopla, 1453 Até ao Fim da Guerra dos Trinta anos, 1648, é o período conhecido como a Igreja reformada. Os dirigentes do movimento renascentista, de modo geral, não eram sacerdotes nem monges, e sim leigos, especialmente na Itália, onde teve início, não como um movimento religioso, mas literário; não abertamente antirreligioso, porém cético e investigador.

A invenção da imprensa a grande descoberta realizada por Gutemberg, em 1455, em Mogúncia, no Reno, consistia em imprimir livros com tipos móveis, fazendo-os circular, facilmente, aos milhares. Antes de se inventar a imprensa, os livros eram copiados a mão. Uma Bíblia, na Idade Média, custava o salário de um ano de um operário. É muito significativo o fato de o primeiro livro impresso por Gutemberg haver sido a Bíblia, demonstrando, assim, o desejo dessa época. Tetzel fazia esta afirmação ao povo: "Tão depressa o vosso dinheiro caia no cofre, a alma de vossos amigos subirá do purgatório ao céu. Lutero, por sua vez, começou a pregar contra Tetzel e sua campanha de venda de indulgências, denunciando como falso esse ensino.

HURLBUT, 177, 2002) Lutero queimou a bula, em reunião pública, à porta de Wittemberg, diante de uma assembleia de professores, estudantes e do povo. Juntamente com a bula, Lutero queimou também cópias dos cânones ou leis estabelecidas por autoridades romanas. Esse ato constituiu a renúncia definitiva de Lutero à igreja católica romana. Entre tantas questões surgiram também a discussão sobre: Eucaristia - apoiava que fosse devolvido o "cálice" ao laicado; na chamada questão do dogma da transubstanciação, afirmava que era real a presença do corpo e do sangue do Cristo na eucaristia, mas refutava o ensinamento de que a eucaristia era o sacrifício oferecido por Deus. Batismo - ensinava que trazia a justificação apenas se combinado com a fé salvadora em o receber; de fato, mantinha o princípio da salvação inclusive para aqueles que mais tarde se convertessem.

Penitência - afirmou que sua essência consiste na palavra de promessa de desculpas recebidas com fé. A IGREJA CONTEMPORÂNEA Demos um salto adiante, de mais ou menos 500 anos na História da Igreja, porque os dias atuais nos remete a situações apocalíticas sobre as identidade da Igreja e suas teologias em tempo de novas interações midiáticas. Para isso, a pesquisa escolheu o texto de Walter Benjamim escrito no começo do século XX onde ele introduz um imaginário tabuleiro de xadrez em que se joga a partida da filosofia. O que afeta a Igreja diretamente. Sabemos que a estrutura cristã religiosa procura apoiar-se na Bíblia como livro de regra e fé. Desde a Idade Média, com a escolástica, muitas teologias foram criadas e adaptadas ao momento histórico de cada época.

Alguns pensamentos teológicos sofreram com o advento da ciência na era do iluminismo. Religião e Ciência, Fé e Razão não fizeram acordo durante séculos. Esse crescimento descrito como “explosivo”, “dramático”, “não controlado” é também “fenomenal”. O movimento está crescendo numa proporção de nove milhões de membros por ano, isto é, mais de 25 mil por dia. O movimento é mais feminino do que masculino. Está presente mais no terceiro mundo do que no primeiro mundo. Alcança mais pobres do que ricos e mais jovens do que adultos. Pela prédica constrói-se a marca religiosa no imaginário do consumidor. A pregação teo-lógica também é mercado-lógica. No passado não muito distante, e ainda em alguns segmentos religiosos conservadores tradicionais, a homilética convencional destaca-se pelo sermão persuasivo.

O principal elemento de persuasão é a metáfora, que pela via imagética seduz por sua implicação emotiva, potencializa sua ideologia por seu caráter mítico; purifica o espectador religioso mediante a liberação psíquica que produz nele. Sobre os objetivos da pregação teológica, Luís Carlos Ramos (2007) afirma que os propósitos são: “explicar, interpretar e aplicar a mensagem bíblica para uma comunidade de fé por meio de uma peça retórica” (RAMOS, 2007, p. Uma forma de privatizar o “reino de Deus” A política do detalhe se expressa em teologias de pressupostos capitalista que se encaixam perfeitamente ao mercado, “onde tudo pode virar mercadoria, inclusive o lazer, e por inferência, a religião” (DEBORD, 1997). A teologia convergente observa com detalhes o número considerável de investidores/consumidores em potencial.

O reforço ao individualismo, a liberdade ao trânsito religioso facilitou a inculturação da religião ao urbano. A lógica ideológica de as cidades serem o espaço do prazer, do consumo, do hedonismo e do bem-estar, a espetacularização proporcionada pelo acesso à tecnologia e à mídia, conduziu o mercado religioso à construção de megatemplos, para megaigrejas, para megaespetáculos e os cultos como espaço de oferta de bens religiosos para consumo (CUNHA, 2006, p. O indivíduo compra a sua benção material e espiritual por dinheiro. Alguns episódios, embora desconhecidos e esquecidos, ainda assim afetam de modo vital nossas atuais relações religiosas e sociais. A Igreja, o Corpo de Cristo, está espalhado pelo mundo todo, organiza-se na forma de igrejas locais, aquela que se reúne em uma cidade ou localidade específica.

A Bíblia traz inúmeros exemplos dessa prática, Igreja em Éfeso, Igreja em Tessalônica, Igreja em Corinto, entre outras. Infelizmente, as pessoas acabaram se dividindo ao longo dos anos por divergências de opinião e doutrinas, por causa do cristianismo religioso, criando as mais diversas denominações. Existem dezenas de milhares de denominações cristãs no Brasil e no mundo, porém, se debruçarmos ante o versículo citado no cabeçalho deste trabalho veremos que: “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus” (Mateus 7:21). Ele reforça a ideia de se apoiar no poder de Deus: “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Cor 2:5). A demonstração de Espírito e de poder que Paulo se refere é justamente a unção de Deus para a vida do crente em Jesus.

Na época em que João escreveu a primeira carta a os seus amigos, a influência de seitas de mistérios vindas de Éfeso e do Vale de Lico era abundante. Os falsos ensinos, as promessas vãs, o esoterismo deixavam de lado o Cristo e anunciavam um misticismo em torno do nome de Jesus. O apóstolo João com sabedoria escreve: “Vocês têm a unção e sabem de tudo”. BOYER, 2002, II vol. Porém, os discípulos de Jesus de Nazaré, serão conhecidos, não por seus milagres (1 Coríntios 13:1,2), nem por seus sermões, também não é pela sua doutrina, mas por seu “AMOR” – Amor este personificado em Jesus o Filho de Deus, aqui na terra. REFERÊNCIAS BÍBLIA, Português.

Bíblia sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Tradução Carlos Caldas. Revista caminhando, volume 13. São Bernardo do Campo: UMESP, 2008. Comunicação Mercadológica: uma visão multidisciplinar. Org. CUNHA, Magali do Nascimento, (In) Pastoral Urbana: Um olhar sobre a Presença Pública das Igrejas evangélicas no Brasil. Orgs. CASTRO, Clóvis Pinto; CUNHA, Magali do Nascimento; LOPES, Nicanor: EDITEO/Universidade Metodista de São Paulo, 2006. p. DEBORD, Guy. São Paulo: Scortecci, 2007. LUTERO, Martinho. Lectures on Galatians [Pregações sobre Gálatas] (1535). Vols. In:Jaroslav Pelikan (ed. A práxis Homilética e a espetacularização do discurso religioso contemporâneo. Mídia e Religião na Sociedade do Espetáculo/org. José Marques de Melo, Maria Cristina Gobbi, Ana Claudia Braun Endo. São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2007.

SIMMONS, Paul Thomas. São Leopoldo: Sinodal, 2005. TOUCHARD, Jean. História das ideias políticas. Lisboa-Portugal: Editora Europa América, 1959.

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