CÂNCER NA INFÂNCIA: CONHECENDO AS DIFICULDADES ENFRENTAS PELAS MÃES

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:Psicologia

Documento 1

Projeto de Pesquisa apresentado na disciplina de Pesquisa em Psicologia I, do curso de Graduação em Psicologia da Escola Ciências da Saúde da PUCRS com vistas à aprovação na disciplina. Orientadora: Profa. Dra. Vanessa Manfredini Porto Alegre, Junho de 2020. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 4 2 OBJETIVOS 5 2. Assim, diante dessa nova experiência a mãe, geralmente precisa ressignificar o seu papel ao se deparar com um futuro incerto, de muitos questionamentos, sendo um deles a quebra da expectativa por não ter um filho saudável. E nesse sentido, muitas vezes em meio a complexidade de um processo doloroso, é abandonada por sua rede de apoio, rompe vínculos e precisa se reestabelecer pra seguir sozinha. Diante do exposto, salienta-se que a escolha do tema sobre as dificuldades encontradas pelas mães no processo de enfrentamento do câncer infantil surgiu por meio da experiência pessoal da pesquisadora, vivenciada durante o período de estágio no instituto do câncer infantil, validando o sofrimento diário das mães e reconhecendo a necessidade de cuidá-las nesse momento.

Nesse aspecto, a pesquisadora visa aprimorar seus conhecimentos e colaborar com o ICI Instituto do Câncer Infantil, e todas as mães que se vivem situação semelhante. Sobretudo, quando reconhecemos que o discurso das mães nessas circunstâncias é demasiadamente predecessor do modo como os múltiplos profissionais de saúde, envolvidos no contexto de tratamento da oncologia pediátrica poderão melhor acolher essas mulheres que são elementos essenciais em toda a conjuntura do tratamento (ARAUJO et al, 2014). E de acordo com suas pesquisas, a partir de tratamentos realizados desde sua fundação em 1991, afirma que o câncer infanto-juvenil não é causado por fatores externos ambientais ou de maus hábitos, mas principalmente por alterações genéticas tão precoces que acontecem até mesmo antes do nascimento, sendo assim, configura-se como maior causa de morte por doença, entre crianças e adolescentes.

GRAACC, 2018). A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia ABRALE (2016) afirma que o câncer pediátrico, que está classificado em pessoas na faixa etária entre 0 a 18 anos, mais recorrente são os do tipo de canceres do sangue. De modo que, em uma escala decrescente estão: leucemias (33%), tumores no sistema nervoso central (20%), Linfomas (15%), Neuroblastomas (8%), Tumor de Wilms, rins (6%), tumores das partes moles (6%), Tumores ósseos (5%), Retinoblastoma, nos olhos (3%). Em memória aos trabalhos de assistência voltados para o tratamento do câncer, o Instituto Nacional do Câncer INCA no mês de novembro, geralmente realiza ações de conscientização para toda a sociedade, e em 2016 a pauta se voltou para aspectos do câncer infantil. O Instituto Nacional do Câncer frisa que, as características de uma criança com câncer se destaca no aspecto fisionômico, visto que os sintomas como febre, vômito, emagrecimento, sangramentos e palidez são recorrentes, de forma a provocar nas pessoas uma percepção estigmatizada e consequentemente, gerando danos psicológicos, como vergonha ao sujeito adoecido e a família (VIDOTTO et al.

No contexto geral da família que está envolta no cenário de tratamento de câncer pediátrico, Brum e Aquino (2014) salienta que inicialmente, na fase do processo diagnóstico, os aspectos inerentes mais comuns são retratados por situações de desequilíbrio, alterações comportamentais e reestruturação da dinâmica familiar. A percepção acerca do sistema familiar, em uma perspectiva sistêmica entende que, a comunicação e as relações funcionam como elo e sustentação do sistema como um todo. Nesse ponto, é importante frisar que essa construção acontece e se fortalece, a partir de momentos cruciais no ciclo vital. Assim, temos marcos para identificar essas transições como, por exemplo, a formação de um casal, a chegada dos filhos, ou o enfrentamento de dificuldades extremas como, por exemplo, doenças crônicas (DIAS, 2011).

E que a família unida consegue construir melhores mecanismos de enfrentamento, mesmo diante de sentimentos como a perda da identidade, o medo, ansiedades, angústias, percepções distorcidas de culpa e sensação de estarem sendo punidos, além do estresse, insônia, cansaço, ruptura da rotina, e o indiscutível medo da perda pelo viés da morte. Estudo realizado por Vidotto et al. investigou aspectos a respeito do itinerário de rotina e os sentimentos revelados por 18 mães diante o diagnóstico de câncer seus filhos em tratamento de leucemia do tipo linfoide aguda (LLA) e outros tipos de tumores, que eram tratadas no ambulatório de quimioterapia do Hospital Universitário Público do Norte Paraná. De modo que, a análise identificou que frente ao diagnóstico, as primeiras atitudes são: busca por serviço especializado no tratamento e lidar com os cuidados atinentes as alterações fisiológica e comportamental dos filhos perante a doença.

No contexto emocional as mães relataram sentimentos de revolta, incredulidade, desespero e medo e vivenciados como uma experiência única, chocante, dolorosa, traumática e desesperadora que no geral é marcada por estigmas (VIDOTTO et al. Analisando a perspectiva da mãe diante da morte e do processo de morrer de um filho, Kuble-Ross (2008) chama atenção de que uma mãe nasce de um estado de dor, quando consideramos a compreensão dos aspectos de um parto, mas esse sofrimento é suportado, visto que, finda em uma recompensa, ou seja, a chegada do filho. E que em ultima instância, a partida precoce de um filho é uma dor insuportável, pois não há recompensa, apenas o vazio, a falta de existência daquele que foi e não é mais, e que esse é um movimento complexo na promoção de novos significados.

Vale ressaltar que, diante da perda, há uma condição intrínseca ao sujeito de tamanha subjetividade, que é impossível afirmar o que exatamente está sendo perdido em tal situação. De modo que, Parkes (1998) salienta que, embora o processo de luto seja particular a cada sujeito e, em última instância única para cada perda, o processo no geral se dá em fases onde acontece o entorpecimento a saudade e a procura pelo outro, passando pelo sentimento de desespero e desorganização para tão somente acontecer à recuperação, como momento crucial para o começo de um novo ciclo. Nesse sentido, Araujo et al (2014) chama a atenção de que para a mãe cuidadora, os medos, as angústias e o pavor pela perda do filho, reside em uma construção de crenças de que a mãe é a provedora maior de bem estar dos filhos, e diante da incapacidade de cura, em um contexto de doença como o câncer, essas mulheres se colocam a prova de forma extrema tanto nos aspectos de doação total, como numa crença absoluta de esperança pela fé e pela espiritualidade de que algo maior (Deus) poderá prover por aquilo que foge a sua suposta capacidade de realização.

O caráter exploratório em uma pesquisa se usa no intuito de maior obtenção de dados acerca de uma determinada realidade e o modelo descritivo por sua vez, é um método que visa mapear dados de tal realidade expressa no problema (TONETTO; BRUST-RENCK e STEIN, 2014). O Estudo no qual este projeto se propõe é caracterizado como revisão bibliográfica qualitativa, pelo viés exploratório, pois visa fomentar relação entre um fenômeno e contextos, dito isto é imprescindível abordar sobre as temáticas: o contexto de câncer pediátrico; a conjuntura do sistema familiar; e as particularidades a respeito da mãe como figura principal na condução e acompanhamento do tratamento de câncer dos filhos. Para Gil (2008), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos, no qual é elaborada através de matérias documentais que se fundamenta das contribuições de diversos autores sobre determinado assunto.

O autor supracitado ainda define que, o método de revisão exploratório implica em bastante flexibilidade, visto que se objetiva em familiarizar a pesquisa com o problema, deixando-o mais explicito, facilitando a construção de hipóteses. A fim de, subsidiar material de pesquisa que possibilite reflexão sobre a inter-relação entre as mesmas, será utilizado o método de pesquisa de revisão bibliográfica, que se abastecerá com livros de autores referenciados em cada campo de estudo. org. br/doencas/cancerinfantil?gclid=CjwKCAjw4871BRAjEiwAbxXi22JaoMrbBypWamZSAMnq_E-Fh0Xp_OFmzeEV1DgEIx05WdXvUxzBoCwTMQAvD_BwE. Acesso em: 07 de Mai. ARAUJO, Karla N. et al. BELTRÃO, Marcela R. L. R. et al. Câncer infantil: percepções maternas e estratégias de enfrentamento frente ao diagnóstico. Rev. Gestão e Desenvolvimento.

V. GIL, Antônio C. Como elaborar projeto de pesquisa. Considerações gerais sobre o câncer na infância. In: Manual MSD [online], 2019. Disponível:https://www. msdmanuals. com/pt/casa/problemasdesa%C3%BAdeinfantil/c%C3%A2nceresnainf%C3%A2ncia/considera%C3%A7%C3%B5es-geraissobreoc%C3%A2ncernainf%C3%A2ncia. gov. br/sites/ufu. sti. inca. local/files//media/document/folder-cancer-de-crianca_0. São Paulo: Summus, 1998. POMBO-DE-OLIVEIRA, Maria S. Oncologia pediátrica e investigações cientificas em população vulnerável. Revista Brasileira de Cancerologia, v. n. n. STELIAROVA-FOUCHER E. et al. Incidência internacional de câncer infantil, 2001-10: um estudo de registro de base populacional. Lancet Oncol. Rev. De Enfermagem UFPE, v. n.

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