Custo da energia eólica no Brasil

Tipo de documento:Artigo acadêmico

Área de estudo:Engenharias

Documento 1

Para isso foi realizada uma pesquisa de caráter bibliográfico baseada em diversos autores, foram coletados dados em órgãos dessa área e ainda foram analisadas as equações utilizadas para calcular os custos de instalação para diferentes potências. As pesquisas mostraram que o termo energia eólica é utilizado para descrever o processo pelo qual o vento é usado para gerar energia, os aerogeradores transformam a energia cinética em energia mecânica e posteriormente em energia elétrica. É um tipo de energia renovável e limpa, trazendo muitos benefícios à humanidade, a qual cresceu consideravelmente nos últimos anos no Brasil. Em junho deste ano, o país estava com mais de 13 GW de capacidade instalada, abastecendo mais de 22 milhões de residências por mês apenas com a energia eólica.

Esta energia possui um alto custo para instalação, sendo em torno do valor de um carro popular para uma residência que gere aproximadamente 200 kW/h por mês e o tempo de retorno deste investimento é de 12 anos. DESENVOLVIMENTO 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA No Brasil, a energia eólica desenvolveu-se a partir de 1992, quando o Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE) e a Companhia Energética de Pernambuco (CELPE) firmaram parceria e iniciaram a operação comercial do primeiro aerogerador instalado no país. A turbina eólica instalada no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, tinha capacidade de 225kW e foi financiada pelo instituto de pesquisas dinamarquês Folkecenter, sendo a primeira a entrar em operação na América do Sul. Porém até o início do século XXI, não houve avanços para que essa energia se expandisse e se tornasse uma alternativa lucrativa para a geração de energia elétrica no país.

Este cenário mudou com a crise energética de 2001, quando se criou o Programa Emergencial de Energia Eólica (PROEÓLICA) na tentativa de incentivar a contratação de empreendimentos de geração de energia eólica no Brasil. Na turbina eólica, o vento movimenta as pás e faz girar o rotor, que transmite a rotação ao gerador, que converte essa energia mecânica em energia elétrica. O termo energia eólica descreve o processo pelo qual o vento é usado para gerar energia. As turbinas eólicas transformam a energia cinética do vento em energia mecânica. Para gerar a eletricidade, essas turbinas funcionam de modo contrário a um ventilador. Ao invés de usar a eletricidade para fazer ventar, como um ventilador, as turbinas eólicas usam o vento para produzir esta eletricidade.

É o componente de maior peso no sistema, podendo pesar até 72 toneladas; - Caixa de transmissão: tem a função de transformar as rotações que as pás transmitem ao eixo de baixa velocidade, de modo que entregue ao eixo de alta velocidade as rotações que o gerador precisa para funcionar, de 30 para 1500 rpm; - Gerador: converte a energia mecânica do eixo em energia elétrica; - Anemômetro: mede a intensidade, a velocidade e a direção do vento. Esses dados são lidos pelo sistema de controle, que garante o posicionamento mais adequado para a turbina. São inúmeras as vantagens da energia eólica. É uma energia renovável. Não polui. De acordo com a Aneel, das 65,5 milhões de residências que consumiam energia, em 2016, só 307 tinham painéis solares ou pequenas turbinas ligados à rede de distribuição.

O número de residências que possuem energia renovável pode ser maior, visto que equipamentos que não são conectados à rede de distribuição não figuram nos números da Aneel. Quando a residência possui um sistema de energia elétrica próprio ela economiza muito. O sistema funciona da seguinte forma: se a energia gerada for igual à consumida, paga-se o mínimo cobrado pela distribuidora. Se a geração não superar o consumo, o cliente para a diferença. Em média, no ano passado, 7,4% de toda a energia injetada no Sistema Interligado Nacional foi proveniente da energia eólica. Chegando a abastecer 10% do país em agosto e setembro, meses que fazem parte do período chamado de “safra dos ventos”. De acordo com a Resolução Normativa ANEEL nº 622, o Sistema Interligado Nacional é o conjunto de instalações e de equipamentos que possibilitam o suprimento de energia elétrica nas regiões do país interligadas eletricamente.

Em 2017, os estados brasileiros que possuíam a maior quantidade de parques eólicos eram o Rio Grande do Norte, com 137 parques, a Bahia, com 100 parques, o Rio Grande do Sul, com 80 parques e o Ceará, com 75 parques. Regiões onde se tem “bons ventos”, abundantes, unidirecionais, constantes e não sujeitos a grandes mudanças de velocidade. Portanto é importantíssimo que haja esforço governamental que crie, incentive e dê suporte a este mercado. A falta de uma linha de crédito destinada a consumidores residenciais é um grande obstáculo para as famílias implantarem este tipo de energia em suas casas. O BNDES só financia para empresas. Segundo Komor (2004), a energia eólica já está tecnologicamente bastante avançada, o que se necessita são ações que a coloquem no mercado de forma competitiva.

Recentes desenvolvimentos tecnológicos têm reduzido custos e melhorado o desempenho e a confiabilidade dos equipamentos. Além disso, foi feito estudo para coletar alguns dados referentes à energia eólica no Brasil. Analisaram-se os custos de instalação em residências e o tempo de retorno desse investimento. Segundo Santos, Filho e Barros (2015), a potência eólica é função da velocidade do vento (V) e pode ser obtida pela equação abaixo, onde A é a área do rotor e η é o rendimento do processo de conversão da energia cinética do vento em energia elétrica. A equação do Custo Unitário para a energia eólica foi obtida através do Gráfico 1, a partir de valores de investimentos de parques eólicos reais brasileiros, os quais se encontram na Tabela 1, e suas respectivas potências (SANTOS, FILHO e BARROS, 2015).

Tabela 1 - Investimentos totais de parques eólicos no cenário brasileiro Fonte: SANTOS, FILHO e BARROS (2015) Gráfico 1 – Curva para determinação do custo unitário de um parque eólico brasileiro Portanto, a equação do custo unitário é dada por: Cun = 1092,119 x P-0,942 Onde Cun é o Custo unitário ($/kW) e P é a Potência (kW). Possui mais de 13 GW de capacidade instalada de energia eólica em mais de 520 parques eólicos, com cerca de 6600 aerogeradores em operação, abastecendo mais de 22 milhões de residências por mês. Sendo o nordeste brasileiro, a região onde há a maior quantidade dos parques eólicos, devido aos “ventos bons”. Infelizmente ainda não é uma tecnologia muito utilizada em parte pela falta de políticas, mas principalmente pelo alto custo de implantação.

Porém quando a residência possui um sistema de energia elétrica próprio ela economiza muito. O custo para uma instalação residencial fica em torno de 20-30mil reais, com tempo de retorno do investimento de 12 anos. Acesso em 21 de agosto de 2018. ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica. Disponível em: www. abeeolica. org. Renewable energy policy. New York: Diebold Institute for Public Policy Studies, 2004. Saiba como funciona o aerogerador, que transforma vento em eletricidade. Disponível em: http://atlanticenergias. com. Revista Brasileira de Energia, v. nº 2, 2015.

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