Jogos no ensino de Matematica

Tipo de documento:TCC

Área de estudo:Matemática

Documento 1

As atividades citadas consistem em adaptações dos jogos clássicos como jogo da velha, trilha, jogos digitais, bingo, gincanas e competições e criativos onde possa ser utilizado a imaginação e adaptação conforme a necessidade e objetivo do professor de matemática. Se trata de uma pesquisa bibliográfica, onde através do levantamento de materiais é analisado a real relação dos jogos com o ato de aprende e ensinar. Desta forma o aluno se envolvera em uma aula interativa, criativa, e cheia de significados, levando ao entendimento do conteúdo com amparo divertido, de descontração e entusiasmo, se identificando culturalmente por meio de sua realidade, tornando as monótonas aulas de matemática pura diversão e lazer. Palavras-chave: Jogos na Matemática. Aulas Atrativas. DESENVOLVIMENTO A ciência talvez não possa afirmar com clareza porque algumas pessoas têm problemas em entender a matemática, retirando claro algumas dificuldades cognitivas como a discalculia e outros transtornos, mas a convivência, leva o profissional a relacionar soluções para grupos específicos, utilizando-se de metodologias eficazes para o ensino/aprendizagem, como o ludicismo, os jogos, a resolução de problemas, trabalhos em grupo, enfim, a utilização de metodologias diferenciadas podem ser demasiado positivas para resolver os desafios encontrados no que trata da dificuldade de aprendizado da matemática no ambiente escolar.

Como comenta Moran: O modelo de passar conteúdo e cobrar sua devolução é insuficiente. Com tanta informação disponível, o importante para o educador é encontrar a ponte motivadora para que o aluno desperte e saia do estado passivo, de espectador. Aprender hoje é buscar, comparar, pesquisar, produzir, comunicar. Só a aprendizagem viva e motivadora ajuda a progredir (2013, p. Assim, em uma procura por “alunos perfeitos, inteligentes, com notas boas” se esquecem de que vivemos em um ambiente social, de ajuda, de cooperatividade e de convívio, para embutir nos discente a ideia de “preocupe-se com a sua nota e esqueça o colega” o que com a escolha de trabalhar com jogos, os alunos além da oportunidade de conhecer e se conectar com os colegas, também podem desenvolver suas habilidades de trabalho em grupo, respeito, tolerância e muitos outros.

Planejar a aula com antecedência é de fundamental importância para sua aplicação, pois pode acabar por confundir o aluno se o professor se equivocar no desenvolvimento da atividade, ou na explicação dos conteúdos trabalhados no mesmo. Como também, realizar uma aula com jogos e brincadeiras sem um objetivo final ou sem a parte didática do conteúdo, demonstra-se como “perda de tempo”, sendo que o foco não é desviar do conteúdo, nem distrair os alunos, mas sim, aprender de forma significativa o conteúdo estudado, através desta ferramenta. Há inúmeros jogos simples sem custo algum e muitas vezes feitos com recursos mínimos, material reciclado, caneta e papel ou nenhum material, somente a mente e as pessoas, muito fácil de ser aplicado em sala de aula, mas com um resultado imensurável.

A escola tem diversas finalidades, além da de estudar conteúdos previamente planejados. Mas, dês de que aplicado corretamente, pode-se sim auxiliar no conteúdo estudado como também incentivar o trabalho coletivo, o raciocínio lógico, a vivencia em sociedade, a busca pelo conhecimento, a criatividade, coordenação motora, pesquisa, autoconfiança, espontaneidade e principalmente sua autonomia intelectual. JOGO DA VELHA DA MULTIPLICAÇÃO Através dos jogos, se tem uma ponte entre o prazer, a diversão e a aprendizagem, o jogo da velha por exemplo, é popular mundialmente, existe a várias gerações, afinal, quem nunca jogou o jogo da velha na vida? Apesar de ser um jogo simples, apenas com algumas adaptações, pode ser utilizado nas aulas de matemática, tanto para revisão de conteúdos de multiplicação e divisão, como para introdução de conteúdos de contas reversas, “prova real”.

Descrito pela professora Márcia Amplatz em seu Blog Matemática 3, 2, 1, este jogo necessita de duas tabelas, Tabela 1 com os números a qual serão multiplicados e Tabela 2 com as respostas da multiplicação. É um jogo simples, que pode ser utilizado em todos os níveis do ensino fundamental, para introdução, como para revisão, fixação, dos conteúdos. Tabela 1: Números para multiplicação Fonte: AMPLATZ, Márcia; 2018. JOGO DO RESTO (OPERAÇÃO DIVISÃO) A trilha do resto, já é um jogo mais elaborado, porém, assim como o jogo da velha, de fácil manuseio, desenvolvido pelos professores Loisi Carla Pereira e Marcelo Leonardo Rainha, publicado em sua página do YouTube Jogos & Matemática UNIRIO. Seu objetivo está em desenvolver o cálculo mental e as técnicas de divisão, de mesmo modo que de multiplicação.

É utilizado para sua aplicação uma trilha, como mostra a Imagem 1, um dado e tampinhas de garrafa, podendo ser jogado em duplas ou trios. Para jogar, cada jogador coloca sua tampinha na primeira casa da trilha exemplo: número 58. O primeiro jogador lança o dado e divide o número da casa pelo número tirado ao lançar o dado, por exemplo: 58:5=11 o resto é 3. Pode ser revisado vários conteúdos através deste jogo, onde pode o professor retirar respostas de uma caixa e o estudante assinalar as contas cujo resultado seja o número sorteado, como na Imagem 2, podendo trabalhar contas inversas. Assim como o processo contrário, retirando as contas e o estudante marcando as respostas. Imagem 2: Cartela do jogo do bingo Fonte: Desenvolvido pelo autor, 2020.

Outras possibilidades também são válidas, incluindo perguntas como, relação de antecessor e sucessor, frações, propriedades de reta, planos, semirretas, gráficos, matrizes, enfim, uma infinidade de variedades de conteúdos trabalhados em sala de aula pelos professores. Porém, com este jogo, o objetivo do professor, pode ser somente para revisão do conteúdo, sendo inviável a utilização do mesmo em explicações e introdução de matérias. Além disso, conceitos abordados em conexão com sua história constituem veículos de informação cultural, sociológica e antropológica de grande valor formativo. A história da matemática é, nesse sentido, um instrumento de resgate da própria identidade cultural. p. Como já explicado a história da matemática, além de ajudar a entender o conteúdo aprendido e de humanizar as descobertas, ela ainda auxilia no “resgate da identidade cultural” levando aos alunos um pedaço de sua própria cultura, da civilização passada e dos problemas a qual os descobridores queriam solucionar com suas equações.

Pode haver na história da matemática, também uma oportunidade de estudo e de brincar com os mesmos, como na pesquisa das contribuições dos matemáticos, em formato de perguntas e respostas os estudantes podem relacionar descobertas com os nomes, eventos que aconteceram e são inacreditáveis. Para quem gosta de jogos digitais, hoje em dia pode-se encontrar diversos jogos educativos e em várias lojas de aplicativos, na grande maioria gratuito, como por exemplo o jogo Math vs Zombies (matemática vs zumbies) desenvolvido pelo usuário s4samueltan. O estudo de um conteúdo com o auxílio de softwares matemáticos demanda um bom conhecimento sobre o mesmo, o professor deve estar bem preparado para as eventuais dúvidas dos alunos, do mesmo modo como interagir e aplicar estes no momento certo da aula, desta forma, o aluno não se sentirá deslocado, podendo o professor intermediar caso ocorra equívocos e dúvidas quanto a tarefa.

Assim, será fornecido um ambiente de aprendizagem clara e simplificada, onde o aluno poderá visualizar, refletir e analisar de forma ampla as atividades propostas. Imagem 3: Jogo Math vs Zombies. Fonte: IM Studio. Ao final, pode ser introduzido uma forma de avaliação, qualificação de estrelas como nos aplicativos e trabalhos utilizados hoje em dia, podendo ser de 0 a 5 estrelas, contendo números fracionados com uma casa após a vírgula, avaliados pelos próprios alunos e colegas que jogarem os jogos. Neste critério de avaliação, seria aplicado tanto a parte técnica como a criativa, como requisitos de criatividade, aplicação do conteúdo, clareza nas regras e forma de explicar, apresentação do jogo, aprendizado e demais interesses visando o objetivo das aulas de cada professor.

Com esta atividade além da parte pedagógica didática, também é explorado outras qualidades, como o trabalho em grupo, a interação, o respeito a ideia, críticas construtivas e sugestões de colegas e amigos. Outra sugestão é a interdisciplinaridade, havendo parcerias entre professores, envolvendo diversos conteúdos e juntando na elaboração do jogo como na aula de português realizar o fichamento, artes, a construção ou esboço, matemática os cálculos e construções necessárias, seminários, a apresentação, geografia a classificação, aplicação e etc, sempre relacionando todas as disciplinas envolvidas para o projeto. METODOLOGIA Neste trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica, qualitativa, com a utilização de pesquisa e relatos de experiências como base. Os jogos muitas vezes são utilizados por professores e acabam não surtindo o efeito desejado, servindo como distração e não aprendizado.

Desta forma, se tem a necessidade de realizar um planejamento de aula com antecedência, pensar e refletir se é viável a inserção do jogo para aquela turma, naquele momento e com tal conteúdo. De nada adianta, os estudantes jogarem um jogo que desvia do assunto estudado, ou sendo de nível totalmente inferior para sua idade. Assim para aplicação de jogos em sala de aula, demanda um bom tempo de procura, construção ou adequação do professor, fazendo com que os jogos sejam coerentes com seu objetivo de ensino. Os jogos citados, como o do jogo da velha, a trilha do resto, bingo, gincanas e competições e o Math vs Zombies tem níveis de aprendizado e revisão das quatro operações, sendo eles uma descontração para o estudante e sem perder o foco nestes conteúdos, assim, podendo serem aplicados até o sétimo ano do ensino fundamental, visando o público dos jogos.

Acredita-se que a utilização dos jogos nas aulas de matemáticas contribui de forma significativa para a aprendizagem do aluno, tanto quanto do próprio professor. Fornece a possibilidade de ampliar o conhecimento para outras áreas de interesse contemporâneo, assim como tendência a interdisciplinaridade, a pesquisa de conhecimentos gerais estimulação do raciocínio, criatividade, lógica, interatividade, convivência, respeito e, principalmente, estimula o hábito de interpretar e refletir sobre situações problemas. REFERÊNCIAS AMPLATZ, Márcia. Velha da Multiplicação. Matemática 3, 2, 1. p. D’AMBROSIO, Beatriz S. Formação de Professores de Matemática para o Século XXI: O Grande Desafio. Pro-Posições, (S. l), v. Math Vs Zombies. Disponível em: https://play. google. com/store/apps/details?id=com. imstudio. MORAN, José Manuel.

Ensino e aprendizagem inovadores com apoio de tecnologias. In: MORAN, J. MASETTO, M. BEHRENS M. Disponível em: https://www. youtube. com/watch?v=CuQF_wLdgNU. Acesso em: 17 maio 2020. QUARTIERI, M. Acesso em: 19 de maio de 2020. SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília. MEC, 1999.

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