O PAPEL DOS SLOGANS NO MST

Tipo de documento:Artigo cientifíco

Área de estudo:Sociologia

Documento 1

Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). RESUMO O presente artigo intitulado “O Papel dos Slogans no MST” visa realizar uma análise das palavras de ordem inseridas nos slogans do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Além disso, propendemos a uma abordagem que elucide sumariamente a fundação do movimento, bem como as representações de luta, seus objetivos e desempenhos no Brasil. Visando realizar esse intento, a pesquisa fundamentou-se em uma análise bibliográfica inicial, empregando autores como Bruno Konder Comparato (2001), Deise Arenhart (2007), Manuel Castells (2018) e Stuart Hall (2005), os quais abordam essa temática em seus descritos. Ademais, utilizamos como fonte de pesquisa o endereço eletrônico do MST. Desse modo, emana a seguinte problemática que norteia essa pesquisa: Que tipo de artifício representam os slogans, ao confrontá-los com perspectivas socioculturais e midiáticas? É esse questionamento que buscaremos responder nesse artigo, explanando que uma das hipóteses para isso é evidenciar a luta e a identidade do movimento.

Posto isso, cabe salientar que o objetivo geral dessa pesquisa propende a uma análise das representações de luta do MST em suas simbologias e slogans elaborados. Propensos a alcançar esse intento, designou-se como objetivos específicos os seguintes: esclarecer e entender o encadeamento e as fórmulas das mensagens no contexto político e específico dos slogans; discernir qual o seu posicionamento político; e identificar os verdadeiros autores dos textos de palavras de ordem. A relevância dessa pesquisa justifica-se mediante a abordagem das representações do movimento, tendo em vista que enquanto a ocupação de terras por parte dos grandes lobbies pode causar o desmatamento e a descaracterização da paisagem natural, o MST visa à sustentabilidade ecológica, proporcionando a preservação e a manutenção da vida a terra.

Assim, essa pesquisa iniciou-se com o método investigativo, fundamentado no levantamento bibliográfico, utilizando-se de fontes contidas em livros e artigos. verifica nesse congresso a presença de “[. representantes de 13 Estados” do país, ou seja, metade dos estados brasileiros possuía um representante envolvido na fundação do MST. Consoante ao endereço eletrônico2 do MST (2014), três desígnios principais motivaram a fundação oficial, sendo esses: “lutar pela terra, lutar pela reforma agrária e lutar por mudanças sociais no país”. Assim, torna-se evidente que a luta do MST possui como agente a classe mais baixa da população, a qual é suprimida de seus direitos fundamentais, sobretudo, a infraestrutura, destacando-se para o saneamento, a rede elétrica, bem como o acesso à cultura e ao lazer.

Nesse contexto, o MST (2014) reitera que seus fundadores “eram posseiros, atingidos por barragens, migrantes, meeiros, parceiros, pequenos agricultores. Destarte, conforme relata Arenhart, Pode-se assim, perceber que o processo de luta pela democratização da terra está relacionado não só com as necessidades objetivas de sobrevivência humana, mas também, com o sonho de liberdade, de emancipação social e política, apanágio do homem em sua caminhada como produtor de sua própria história (ARENHART, 2007, p. No entanto, o governo busca depreciar a representação do MST, desqualificando seus feitos e reduzindo sua importância e a abrangência de suas ações. Verifica-se essa atitude governamental ao passo em que tentam deturpá-lo como um movimento social, propensos a o enquadrarem como um movimento criminoso, justificando que suas ações não condizem com a legislação vigente.

As estratégias do governo para combater o MST se concebem na prática de negativar sua representação midiaticamente. Ou seja, utilizam os meios de comunicação para manipular uma imagem de “invasores” de propriedades privadas e públicas, muito embora, as ocupações ocorram em prédios e terrenos abandonados ou que não cumpram a função determinada pela Constituição Federal de 1988. Esses “atores sociais” se caracterizam como os membros do MST, os quais adquirem uma nova identidade, originada e construída mediante ao papel social e a negligência exercida pelo governo. De acordo com as considerações do sociólogo Stuart Hall (2005, p. pontua-se que o indivíduo não necessariamente é concebido com uma identidade, mas que a forma e a transforma “no interior da representação”.

Segue-se que a nação não é apenas uma entidade política, mas algo que produz sentidos — um sistema de representação cultural. As pessoas não são apenas cidadãos/ãs legais de uma nação; elas participam da idéia de nação tal como representada em sua cultura nacional. Salienta-se que através deles, o impacto é imediato, tendo em vista que exercem uma representação da identidade do MST, bem como uma pressão sobre os órgãos públicos visando satisfazer as suas necessidades. De acordo com o site do MST: Desde suas primeiras ocupações, os Sem Terra vêm criando diversos símbolos de representação de sua luta. Circunstanciais, como a cruz da Encruzilhada Natalino, ou permanentes, como a bandeira e o hino do MST, eles são, sobretudo, signos da unidade em torno de um ideal e constituem a mística do Movimento (MST, 2014).

Nesse segmento, faz-se importante destacar que os slogans são discutidos e elaborados localmente pelos integrantes do MST, sendo posteriormente, aprovados em conjunto nas Assembléias Nacionais, bem como nos Congressos realizados pelo movimento. O primeiro slogan empregado no movimento emana do 1° Encontro Nacional em Cascavel em 1984, onde os adeptos elaboraram a partir das seguintes frases: “Terra para quem trabalha nela” e “Ocupação é a Única Solução”. Figura 3 – Cartaz do 4º Congresso Nacional do MST Fonte: Reforma Agrária em Dados (2014) No 5° Congresso Nacional do MST datado em 2007, um novo slogan abrolhou, sendo esse: "Reforma Agrária, por Justiça Social e Soberania Popular". Neste cenário, foram representados os grandes obstáculos na luta pela terra, bem como na concretização da Reforma Agrária, a qual foi justificada como uma estratégia para reduzir os intensos problemas sociais do país, destacando-se para “[.

a fome, o desemprego, a violência e todo o processo crescente de exclusão econômica e social” (MST, 2014). Na figura 4, os integrantes do movimento carregam o slogan durante uma das manifestações. Figura 4 – Manifestação do MST Fonte: MST (2014) O 6° Congresso Nacional em 2014 difundiu o slogan “Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!”, simbolizando a resistência do movimento que realizou 30 anos nesse Congresso. CONCLUSÃO A presente pesquisa visou analisar o simbolismo empregado nas palavras de ordem contidas nos slogans do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Além disso, elucidamos acerca da fundação do movimento, bem como as representações de luta, seus objetivos e desempenhos no Brasil. Doravante uma sumária análise das representações de luta do MST, pudemos concluir que o movimento possui um caráter que alude à esquerda política, tendo em vista que luta pelos direitos sociais das minorias, isto é, daqueles que pertencem a uma classe baixa e são prejudicados pelas intensas desigualdades do país.

Assim, instituído pelos camponeses por volta da década de 80, o MST atua desde então, na luta pela terra, pela efetivação da Reforma Agrária e pelas urgentes alterações necessárias na conjuntura social do Brasil. Destacamos também, que a luta do movimento não visa prejudicar os donos de terras, mas conscientizar a população e, sobretudo o governo, sobre as necessidades dos mais pobres. São Paulo: Paz e Terra, 2018. COMPARATO, Bruno Konder. A Ação Política do MST. Revista São Paulo em Perspectiva, 15(4), 2001. HALL, Stuart. História. Disponível em: http://www. mst. org. br/historia/. org. br/nossa-producao/. Acesso em: 12 mai. Nossos Símbolos. Disponível em: http://www. Acesso em: 15 mai. ° Congresso Nacional do MST - Reforma Agrária: uma luta de todos!.

Disponível em: http://www. reformaagrariaemdados. org.

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